Tratado internacional com vínculo legal adotato em 2015 por 196 partes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Estabelece o compromisso dos signatários em mobilizar financiamento para mitigar as alterações climáticas. É particularmente conhecido por definir o limite de 2ºC (preferencialmente 1,5ºC) de aumento da temperatura média global em comparação com os níveis anteriores à revolução industrial.
Agenda alargada e ambiciosa que aborda várias dimensões do desenvolvimento sustentável (sócial, económico e ambiental) e que promove a paz, a justiça e instituições eficazes.
Em conjunto com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são a visão comum para a Humanidade. (ONU)
Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (do Inglês Business Council for Sustainable Development) é uma associação sem fins lucrativos que agrega mais de 150 empresas de referência em Portugal, ativamente comprometidas com a transição para a sustentabilidade (BCSD)
Abreviatura internacional para Veículos Elétricos a Bateria (do Inglês Battery Electric Vehicle) embora a abreviatura EV seja mais comum.
Produtos que precisam de microorganismos, como fungos ou bactérias, para se decompor. Compostável e biodegradável não significam a mesma coisa.
Sinónimo de “diversidade biológica” usado para fazer referência a todas as formas de vida na Terra.
Inclui todas as espécies e organismos vivos como animais, plantas, fungos e microorganismos, essenciais à vida humana.
É usado como um suplemento de combustível alternativo. É feito de produtos agrícolas como cana-de-açúcar e milho.
Ao contrário da cadeia de abastecimento, a cadeia de valor engloba todo o ciclo de vida de um produto/serviço.
Isso inclui aspetos que vão desde os processos de extração de matéria prima aos consumos de recursos na fase de produção, até à reciclagem em fim de vida.
Refere-se ao número máximo de visitantes que um destino ou ecossistema pode acolher sem que ocorra a degradação do meio ambiente, da experiência do visitante ou da qualidade de vida da comunidade local.
Representa o "stock" de ativos naturais renováveis e não renováveis do planeta (como solos, água, ar, biodiversidade e ecossistemas) que proporcionam benefícios vitais à sociedade e economia. Inclui recursos como florestas e minerais, cruciais para a regulação do clima e produção de alimentos.
O processo onde o carbono que está na atmosfera da Terra é capturado e colocado em instalações de armazenamento para reduzir o dióxido de carbono na atmosfera.
Mecanismo pioneiro para a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos Açores.
Metodologia técnica que permite analisar os impactos ambientais associados a um produto, processo ou serviço ao longo de todas as etapas da sua existência. Abrange desde a extração da matéria-prima e produção até à fase de utilização e ao tratamento em fim de vida, seja através da reciclagem ou do descarte final.
Uma aquisição feita por uma empresa ou indivíduo para compensar a sua produção de carbono. Isto geralmente é feito através do patrocínio de um projeto de boas práticas ambientais, como por exemplo, plantio de árvores.
Materiais totalmente naturais, como alimentos, algodão, cabelo, etc., que se decompõem num ambiente externo. O composto, o material que sobra depois que tudo se decompõe, é uma fertilizante natural, reciclado que deve ser usado como fertilizante para jardins, hortas e vasos de plantas.
A compra intencional de produtos e serviços produzidos de forma responsável.
A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção, também conhecida como Convenção de Washington ou CITES, é um acordo internacional ao qual os países aderem voluntariamente, tendo como objetivo, assegurar que o comércio de animais e plantas não ponha em risco a sua sobrevivência no estado selvagem.
Diretiva da União Europeia que regula o reporte de sustentabilidade das empresas. Esta norma torna obrigatória a divulgação detalhada de dados ambientais, sociais e de governança (ESG) de acordo com os padrões ESRS. O seu principal objetivo é garantir que a informação sobre sustentabilidade tenha o mesmo rigor, transparência e comparabilidade que os relatórios financeiros tradicionais.
Processo de redução e eliminação progressiva das emissões de dióxido de carbono e outros gases com efeito de estufa resultantes da atividade humana. No setor empresarial, envolve a transição para energias renováveis e a melhoria da eficiência operacional para alcançar a neutralidade carbónica.
O que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades, garantindo o equilíbrio entre o crescimento económico, o cuidado com o ambiente e o bem-estar social. (Relatório Brundtland, 1987)
Redução de árvores numa floresta ou outra área arborizada. Isso pode ser causado por forças naturais ou pelo comportamento humano.
Gás incombustível, incolor e inodoro. Também conhecido como CO2. Está presente na atmosfera. Os seres humanos respiram oxigênio do ar e exalam dióxido de carbono. É usado em muitas indústrias, desde extintores de incêndio até bebidas carbonatadas.
Entidade responsável pela gestão estratégica de um destino turístico. A DMO coordena o planeamento, o desenvolvimento de infraestruturas, a sustentabilidade e a articulação entre o setor público, agentes privados e a comunidade local. O seu papel central é equilibrar o crescimento do turismo com a preservação dos recursos e a qualidade de vida dos residentes, garantindo a viabilidade do destino a longo prazo.
Uma forma de reciclagem em que um produto é transformado num produto de qualidade inferior. Os plásticos podem ser reciclados apenas algumas vezes na sua vida e a qualidade diminui a cada vez.
Princípio central das normas europeias de reporte (CSRD/ESRS) que exige que as empresas avaliem a sustentabilidade sob duas prespetivas: o impacto das suas atividades nas pessoas e no ambiente (Inside-Out) e os riscos ou oportunidades financeiras que os fatores ESG representam para a empresa (Outside-In). Esta abordagem reconhece que o desempenho financeiro e o impacto social e ambiental são interdependentes a longo prazo.
Um termo, normalmente, usado para se referir a produtos e serviços que não causam danos ambientais.
Economia circular é um conceito estratégico que assenta na prevenção, redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de "fim-de-vida" da economia linear por novos fluxos circulares de reutilização, restauro e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos.
A transição para uma economia circular assinala uma mudança de paradigma de modelo económico, promovendo ativamente o uso eficiente dos recursos, através de produtos, processos e modelos de negócio assentes na desmaterialização, reutilização, reciclagem e recuperação dos materiais. Oferece uma oportunidade de reinventar a economia, tornando-a mais sustentável e competitiva, trazendo benefícios para as empresas, indústrias e cidadãos.
O modelo comum de produção de bens na sociedade atual. Novos recursos são extraídos para fabricar mercadorias que são descartadas no final da vida útil do produto.
Um fenómeno natural responsável por manter as temperaturas médias globais, possibilitando a existência de vida na Terra. Porém, tem sido agravado pela ação humana com a emissão de gases com efeito de estufa em excesso, que impedem a dispersão da radiação solar irradiada pela superfície terrestre, aumentando a temperatura do Planeta.
A eficiência energética é um conceito crucial na atualidade, caracterizado pela utilização racional e otimizada da energia, visando maximizar o seu aproveitamento e minimizar o desperdício. Este princípio baseia-se na obtenção dos mesmos resultados com um consumo energético reduzido, recorrendo a tecnologias mais avançadas, práticas sustentáveis e uma maior consciencialização sobre o uso responsável da energia.
O emprego justo, as instituições transparentes e os direitos humanos são fundamentais para a sustentabilidade. Eles promovem um ambiente de trabalho digno, onde todos têm acesso a oportunidades de trabalho produtivo e remuneração justa. Além disso, a transparência e a responsabilidade das empresas são essenciais para a construção de uma economia e sociedade sustentáveis. A promoção da igualdade de género e a erradicação do trabalho forçado são metas sociais e econômicas que precisam ser abordadas simultaneamente para alcançar o crescimento sustentável e inclusivo.
Energia renovável é a energia obtida a partir de fontes energéticas que se regeneram continuamente, como a luz solar, o vento, a água, a energia geotérmica, etc. e são essenciais para um futuro sustentável. As energias renováveis são fundamentais para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, que são limitados e poluentes. Elas ajudam a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas.
O envolvimento com a comunidade local na sustentabilidade é fundamental para promover práticas sustentáveis de longo prazo. A comunidade local sensibilizada é a chave para a mudança, e a sustentabilidade deve ser um tema inclusivo e relevante para todos. Para envolver a comunidade, é importante criar um senso de responsabilidade coletiva e utilizar estratégias como educação ambiental, oficinas interativas, palestras, campanhas, ações de beneficência, etc.
ESG é uma sigla que representa as palavras Environment (Ambiente), Social (Social) e Governance (Governança). Trata-se de um conjunto de critérios utilizados para avaliar o desempenho de uma empresa ou organização em termos ambientais, sociais e de governança. Esses critérios são utilizados para medir o impacto das atividades e práticas empresariais em áreas como sustentabilidade ambiental, responsabilidade social, diversidade e inclusão, ética nos negócios, transparência e gestão de riscos.
Referem-se a espécies de animais, plantas e outros organismos vivos que são típicos de uma determinada região geográfica e que não podem ser encontrados de forma natural em mais lugar algum no Planeta.
São aquelas que quando introduzidas em outros territórios, que não os seus naturais, conseguem adaptar-se, estabelecer-se, reproduzir-se e espalhar-se até colonizar o ambiente, mas causando impactos negativos na biodiversidade local e até mesmo na saúde e economia.
Plantas e animais que são nativos da região. Ou seja, foram introduzidos numa região e adpataram-se bem ao logo dos tempos, mas que não competem por território com as espécies endémicas.
Normas técnicas desenvolvidas pelo EFRAG (European Financial Reporting Advisory Group) para uniformizar o reporte de sustentabilidade na União Europeia. Estes padrões detalham as obrigações de divulgação impostas pela Diretiva CSRD, assegurando que as informações sobre o desempenho ambiental, social e de governação das empresas sejam comparáveis, rigorosas e transparentes.
Gases que tendem a reter o calor que irradia da superfície da Terra, fazendo com que a atmosfera inferior fique mais quente. Os principais gases de efeito estufa que causam mudanças climáticas são o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (NO2).
A gestão de resíduos e substâncias perigosas é um processo essencial para proteger a saúde humana e o ambiente. Envolve a identificação, classificação, armazenamento, transporte e disposição final de resíduos, garantindo que sejam tratados de forma segura e eficiente.
A gestão dos recursos hídricos e águas residuais é essencial para garantir a disponibilidade de água para a população, a preservação ambiental e o desenvolvimento económico sustentável.
Greenwashing, ou "lavagem verde", refere-se a estratégias de marketing utilizadas por empresas para fazer com que seus produtos ou serviços pareçam mais ecológicos do que realmente são. Essa prática é frequentemente baseada em declarações enganosas ou ambíguas, que visam melhorar a imagem da empresa e atrair consumidores conscientes sobre questões ambientais.
Organização internacional independente que estabelece os critérios globais de sustentabilidade para o setor do turismo. Atua como organismo de acreditação, validando as entidades que certificam destinos e empresas turísticas, garantindo o rigor e imparcialidade dos processos.
Um movimento sobre possuir apenas itens que fornecem valor real e/ou prazer. Quanto menos coisas alguém tiver, menor será o impacto. Menos coisas também significa menos limpeza e organização.
Conjunto de intervenções e estratégias que visam reduzir ou prevenir a emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera. O objetivo é limitar a intensidade das alterações climáticas, seja através da utilização de energias limpas e maior eficiência energética, seja através do reforço dos sumidouros de carbono, como as florestas.
Este termo é centrado em torno do impacto social da indústria da moda. Inclui uma ampla gama de questões, como condições de trabalho e salários dignos.
Equilibrar as emissões de carbono com compensações de carbono. Em termos simples, compensando a mesma quantidade de carbono que está sendo lançada na atmosfera com ações que sejam sumidoros de carbono.
Conjunto de 17 objetivos globais integrados na Agenda 2030 das Nações Unidas. Constituem um apelo universal para erradicar a pobreza e proteger o ambiente através de cinco pilares estratégicos: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias. Visam garantir que o crescimento económico seja acompanhado por justiça social e preservação dos ecossistemas, sob o princípio de "não deixar ninguém para trás".
O Pacto Ecológico Europeu é a nova estratégia de crescimento para uma economia da União Europeia Sustentável, mais limpa, mais segura e mais saudável. O plano de ação inclui medidas concretas destinadas a garantir que, em 2050, não existam emissões líquidas de gases com efeito de estufa; ações para impulsionar a utilização eficiente de recursos através da transição para uma economia circular e limpa; e ainda recuperar a biodiversidade e reduzir a poluição.
A quantidade de emissões de gases de efeito estufa liberadas na atmosfera da Terra pelas atividades de um indivíduo, grupo ou empresa.
Indicador que mede a área de terra e mar necessária para sustentar o consumo de recursos de uma pessoa ou organização e para absorver os resíduos que esta produz. Serve para avaliar o impacto humano sobre a capacidade de regeneração do Planeta.
Um Plano de Sustentabilidade é um conjunto de medidas e ações que visam reduzir os impactos sociais e ambientais de um negócio, tornando-o mais sustentável. O Plano de Sustentabilidade está assente nos três valores ESG “Environmental, Social and Governance”. O mais importante é que esse documento seja de fácil compreensão e conte com medidas realmente exequíveis e mensuráveis. Portanto, deve estar muito claro no plano: o que precisa ser feito; qual o objetivo; e qual é o papel de cada colaborador neste plano.
A Política de Sustentabilidade de uma empresa é o compromisso por esta assumido que identifica de forma clara a visão estratégica, a curto, médio e longo prazo, dos objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) que pretende implementar e ou/incrementar na sua atuação.
A capacidade de uma empresa rastrear a sua cadeia de suprimentos do início ao fim.
Recursos que se esgotarão e não poderão ser repostos durante a nossa vida. Os combustíveis fósseis são um recurso não renovável.
Os Relatórios de Sustentabilidade ESG (Environmental, Social and Governance) são documentos elaborados pelas organizações para comunicar as suas práticas e desempenho em questões ambientais, sociais e de governança corporativa. Complementam, assim, os Relatórios de Gestão Anuais permitindo que as partes interessadas (clientes, trabalhadores, fornecedores, comunidade local, Estado e outras) conheçam o desempenho da organização de forma integrada nas perspetivas Ambiental, Social e Económica.
A obrigação que um indivíduo ou organização tem para com o bem-estar da sociedade
O plano que uma empresa faz para reduzir o seu impacto no ambiente. Esse plano também deve traçar o compromisso da empresa com questões sociais e políticas.
Um conjunto de procedimentos que visão alcançar a sustentabilidade ambiental.
Um conjunto de processos interligados que orienta as empresas a alcançarem os seus objetivos de sustentabilidade (ambientais, sociais, culturais e económicos). O Sistema materializa-se num grupo de trabalho que cria uma Política de Sustentabilidade para a empresa, um Plano de Ação para alcançarem metas/objetivos sustentáveis e uma avaliação contínua de todo o processo que se resume depois num Relatório de Sustentabilidade da empresa. A empresa que organizar um Sistema de Sustentabilidade está certamente a cumprir todos os requisitos legais, a minimizar custos desnecessários e por conseguinte a aumentar os lucros.
Indivíduos, grupos ou organizações que podem afetar ou ser afetados pelas decisões e atividades de uma empresa. Incluem clientes, colaboradores, fornecedores, investidores, comunidades locais e entidades reguladoras.
Capacidade de gerir os recursos atuais de forma a garantir que as necessidades da geração presente são satisfeitas sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. Assenta no equilíbrio entre três pilares fundamentais: o Económico (viabilidade e prosperidade), o Social (equidade e direitos humanos) e o Ambiental (preservação dos ecossistemas e biodiversidade). No contexto empresarial, a sustentabilidade evoluiu de uma prática voluntária para um modelo de gestão estratégica indispensável à resiliência e continuidade das organizações.
Conceito que vai além da sustentabilidade e procura melhorar ativamente o destino. Foca-se em deixar o local, a comunidade e o ecossistema em melhor estado do que aquele em que se encontravam, promovendo a restauração ambiental e social.